Cambuci reúne opções de lazer e atividades para todas as idades

Um dos bairros mais antigos da cidade, o Cambuci tem esse nome por causa de um fruto verde de uma árvore nativa da mata atlântica que existia em grande quantidade na região.  O fruto pode ser usado no preparo de doces, sucos e geléias. Atualmente, a árvore frutífera está em extinção. No dia 19 de dezembro, o bairro completa 107 anos. Antigamente, o local era considerado a “entrada” da cidade de São Paulo. Por ali havia um caminho que dava acesso ao mar de Santos, usado por tropeiros e viajantes. Ao redor desse caminho, então, foram surgindo pequenos comércios, sítios, chácaras e fazendas povoando a região.

No antigo córrego do Lavapés, os viajantes que passavam tinham o hábito de lavar os pés e dar de beber aos animais antes de seguir viagem. Hoje, a água deu lugar ao asfalto. A “rua do Lavapés” também dá acesso ao famoso Largo do Cambuci.

Com a chegada de imigrantes europeus, italianos em sua maioria, a ampliação do território urbano do Cambuci deu inicio com a construção de ruas, construções e residências. Fábricas foram instaladas no início do século, acompanhando o avanço da industrialização na cidade. Dentre elas, a indústria de chapéus Chapeos Ramenzoni, e a Nadir Figueiredo, fabricantes de copos de vidros e utilidades domésticas. Isso acabou atraindo mais trabalhadores imigrantes, que migraram para os bairros do Ipiranga e Mooca, “vizinhos” do Cambuci.

O tempo foi passando e o Cambuci sofreu uma expansão e valorização imobiliária. Foram construídos diversos apartamentos para a classe média. A infraestrutura do bairro com escolas, parque, igreja e praça ajudou na valorização da região.

O distrito do Cambuci faz parte da região atendida pela Subprefeitura Sé e abriga 36.948 mil pessoas, de acordo com IBGE. Embora seja considerada uma região predominantemente residencial, possui diversas opções de comércio. No Largo do Cambuci, o cidadão encontra desde roupas até restaurantes e agências bancárias.

Dentre os serviços prestados pela Subprefeitura Sé no Cambuci, o Cata-bagulho é realizado toda terça-feira e recolhe móveis velhos, pedaços de madeira e metal descartados por moradores da região em local e data definidos de acordo com a programação da prefeitura.

O Pólo Cultural da Terceira Idade é um espaço de convivência na comunidade que funciona há mais de cinco anos e é freqüentado por mais de 400 idosos. O projeto, que conta com o apoio da Secretaria de Participação e Parceria (SMPP) da prefeitura, realiza diversas atividades recreativas, música, dança e lazer além de palestras sobre saúde e educação, com a participação de voluntários. O horário de funcionamento é de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h. Interessados em participar das atividades devem ter 50 anos ou mais e apresentar sua carteira de identidade original.

O Museu do Cinema também é uma das atrações do bairro e preserva um importante acervo de máquinas, câmeras, equipamentos, negativos e cartazes de filmes clássicos. O museu funciona de segunda a sexta, das 8h às 11h em um edifício na rua Lins de Vasconcelos, 1125.

Outra opção de lazer, o parque da Aclimação, reúne diversas espécies de animais, como borboletas, peixes e anfíbios. Os visitantes podem também conhecer os bosques do parque, as áreas ajardinadas com espécies nativas e exóticas, além de aproveitar o espaço livre para exercício físico. Moradores e frequentadores costumam fazer caminhada no parque. Quem passeia por lá, tem contato com 88 espécies de árvores registradas, entre elas o jacarandá-mimoso, árvore nativa da Argentina com flores de coloração roxa, e a delicada magnólia-branca.

O parque também é tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (CONDEPHAAT) e chega a receber, nos dias mais movimentados, de 3 a 5 mil visitantes.




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